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sexta-feira, 3 de maio de 2013

All-on-4

A técnica para reabilitação do desdentado total All-on-4, é um procedimento cirúrgico e protético inventado nos anos 90 pelo médico dentista português Paulo Maló, que consiste na reabilitação da maxila e da mandíbula edêntulas com próteses fixas através da colocação de quatro implantes na região anterior dos maxilares, aquela em que a densidade óssea é maior e a que apresenta a taxa de sucesso mais elevada, permitindo a colocação de uma prótese fixa com 12 a 14 dentes imediatamente no dia da cirurgia.
Frequentemente, a perda dos dentes é acompanhada de perda do osso do maxilar o que coloca o problema da reconstituição do osso do maxilar. Para que a implantação seja bem sucedida é necessário transplantar osso de outras partes do corpo, por exemplo, da crista ilíaca ou do crânio e aplicá-lo na(s) zona(s) onde se pretende implantar o (s) dente(s). A transplantação de enxerto ósseo leva entre três e seis meses para que os implantes possam ser colocados. Após a colocação dos implantes, é necessário esperar dois a três meses, prazo após o qual já é possível a colocação das prótese fixas. O tempo total de reabilitação é de doze meses.
Muitos pacientes não podem fazer o transplante de osso por razões de saúde geral (diabetes e outras). A reabilitação dos dentes por esta via (transplante de osso), devido a problemas de saúde é impossível em 20% dos pacientes.
O processo em apreço, permite obviar os referidos inconvenientes porque consiste na fixação de uma prótese dentária totalmente personalizada (ponte) assente apenas em quatro implantes de titânio. Estes implantes funcionam como "pilares" para a ponte que suporta os dentes protéticos. O processo inventado permite tirar partido do osso existente, mesmo que escasso, evitando ter que se recorrer a enxertos ósseos.
Os implantes posteriores são substancialmente angulados, a aproximadamente 45º, para evitar comprometer a cavidade sinusal no maxilar superior e o canal do nervo na mandíbula.
A invenção tal como apresentada deve o seu nome à própria natureza do método, que consiste na aplicação de uma prótese dentária com no mínimo doze dentes (ponte) fixa nos maxilares, assente apenas em quatro implantes de titânio. Parte essencial da invenção, são os parafusos de fixação do implante dentário, os quais estão protegidos pela patente WO2004091424

Um grande descobrimento dos portugueses:

 

Está em espanhol, mas pelas imagens vocês conseguem indentificar!

 

Passarola 

A primeira aeronave conhecida no mundo a efectuar um voo foi baptizada de Passarola, e antecede 74 anos o famoso balão dos Montgolfier. A Passarola era um aeróstato, cujas características técnicas não são actualmente conhecidas na totalidade, inventado por Bartolomeu de Gusmão, padre e cientista português nascido no Brasil colônia, tendo voado no ano de 1709.

História

Bartolomeu de Gusmão era um padre jesuíta nascido em Santos, no então território português do Brasil que, depois de se matricular na Universidade de Coimbra em 1705, começou aí a desenvolver dois dos seus interesses de há muito, a Matemática e a Física. Segundo se sabe, a observação de uma bola de sabão a subir no ar, inspirou-lhe a concepção de um balão e o desenvolvimento de estudos na área da aerostação.
Na sequência dos seus estudos em aerostação, no ano de 1708, Bartolomeu de Gusmão pede ao Rei de Portugal, D. João V, uma petição de privilégio para o que chamou o seu instrumento de andar pelo ar. Em 19 de Abril de 1709, por Alvará é-lhe concedido esse privilégio. Além do privilégio, D. João V decide passar a financiar o projecto de desenvolvimento e construção do aparelho. Bartolomeu de Gusmão dedica-se então por inteiro ao projecto, que é desenvolvido na Quinta do Duque de Aveiro em São Sebastião da Pedreira, em Lisboa.
Alguns meses depois, em 8 de Agosto de 1709, perante uma importante assistência presente na Sala dos Embaixadores da Casa da Índia que incluía o Rei, a Rainha, o Núncio Apostólico (Cardeal Conti, mais tarde Papa Inocêncio XIII), bem como outros importantes elementos do Corpo Diplomático e da Corte Portuguesa, Bartolomeu de Gusmão fez voar um balão aquecido a ar, que subiu até ao tecto da sala.
Depois da espectacular demonstração, Bartolomeu de Gusmão inicia o desenvolvimento de uma versão tripulada e maior do seu balão. Esse desenvolvimento vem culminar num balão de enormes dimensões baptizado de Passarola. O enorme balão é lançado da Praça de Armas do Castelo de S. Jorge em Lisboa, tripulado provavelmente pelo seu próprio inventor, e faz uma viagem de cerca de 1 km, vindo aterrar no Terreiro do Paço.
Com a Passarola de sua invenção, Bartolomeu de Gusmão torna-se assim num dos mais importantes pioneiros da aeronáutica mundial, ficando conhecido como "o Padre Voador".
Este acontecimento está descrito no romance do português José Saramago, Memorial do Convento.

Características da Passarola

Apesar de existirem desenhos e descrições da época, não se sabe hoje em dia quais as exactas características técnicas da Passarola, devido à perda dos projectos e documentos originais e ao desconhecimento dos autores da época em questões de ciência aeronáutica. O desenho mais conhecido da passarola não deve passar de uma especulação, feita por um autor que nunca observou o aparelho original e que tentou reproduzi-lo como um navio voador.
Sabe-se apenas que a Passarola era um aeróstato aquecido a ar quente, aquecimento esse que era produzido através de uma fonte de ignição instalada numa barca sob o aparelho. Tecnicamente a passarola devia ter as características dos actuais balões de ar quente.

 

Batestilha

A balestilha é um instrumento complementar da esfera armilar, formado por "virote" e "soalha", utilizado para medir a altura em graus que une o horizonte ao astro e dessa forma determinar os azimutes, antes e depois de sua passagem meridiana.
Foi bastante utilizado pelos Portugueses na Época dos Descobrimentos. A versão do instrumento na imagem é própria para ser usada em alto mar, através de observações da altura do Sol na identificação da latitude do navio. A origem do seu nome remonta ou de “balhestra”, que significa besta, a arma medieval, ou, mais provavelmente, do árabe “balisti”, que significa altura , nesse caso a vertical do astro.
Terá sido o primeiro instrumento desta época para trazer o astro ao horizonte do mar, mesmo tendo aparecido depois do astrolábio e do quadrante. Ha sido dos instrumentos mais utilizados durante os descobrimentos; crê-se que tenha sido inventado pelos portugueses (mais foram => Jacob ben Machir ibn Tibbon/Levi Ben Gerson).
A balestilha também é referida como "Báculo de Jacob"

 Construção

É basicamente constituída por uma régua de madeira ("virote") na qual se coloca a "soalha" que corre na perpendicular em relação ao virote. A leitura do ponto onde se encontrava o astro era feita no ponto da escala gravada no virote onde a soalha se encontrava.

Utilização

 Para medir a altura de uma estrela, que não o Sol, coloca-se o olho na extremidade do virote e desloca-se a soalha de modo que a aresta superior coincida com a estrela e a inferior com o horizonte. A altura da estrela é dada pela leitura do número que se encontra inscrito no ponto do virote onde fica a soalha.
Para saber a altura do sol, a acção não decorria virada de frente para o astro, mas sim de costas para este, para que a vista não fosse danificada pela intensidade da luz do sol o que limitava o seu uso em terra ou quando o sol encontrava-se perto do horizonte.

 

Espada preta de bordo

A Espada preta de bordo ou de caranguejo, também denominada pela soldadesca por colhona, é uma espada inventada no século XV, em Portugal, concebida para ser usada pelos marinheiros e soldados portugueses a bordo de naus e caravelas durante a época dos Descobrimentos.
É caracterizada por possuir dois anéis protectores na guarda, com os terminais da guarda em forma de pingo achatado, virados em direcção à ponta da lâmina, formando estes terminais chapas largas, a ponto de se tornarem redondas, chapas estas que podem ser afiadas, para poderem funcionar como lâminas extras, por serem convenientes numa luta corpo a corpo.
Os referidos anéis protectores, para além da função protectora dos dedos, permitem também uma forma de manuseio da espada com ângulos de ataque até aos 160º. A variedade de posições que a espada possibilita mudou drasticamente a forma de luta, podendo ser usada em 50% dos casos para o golpe, e em 50% dos casos para a estocada. Por outro lado os anéis protectores ainda serviam para prender e quebrar a lâmina do adversário.
Estas espadas eram pintadas de preto para não reflectirem a luz nem denunciarem a sua presença, evitando-se também o seu enferrujamento quando utilizadas perto da água salgada.
Este tipo de espada terá aparecido entre 1460 e 1480, e viu muito da sua utilização ser feita nas praças portuguesas em África, chegando a ser utilizado como símbolo honorífico pelos chefes indígenas.
Ficou também conhecida pela soldadesca como colhona, devido ao feitio das chapas redondas dos terminais, evocativo de testículos numa representação do símbolo fálico sob a forma de espada.

 Carracks black sword.jpg

Multibanco

Multibanco é uma rede de caixas automáticas portuguesa, constituída praticamente pela totalidade da banca de retalho em Portugal. O nome multibanco é uma marca registada, propriedade da empresa SIBS, mas o termo é atualmente usado para designar de forma genérica um sistema interbancário que disponibilize serviços como o levantamento de dinheiro num dispositivo automático. Menos frequentemente também é utilizado o termo ATM, do inglês Automatic Teller Machine.
Enquanto Portugal foi um dos últimos países da Europa ocidental a instalá-las, o equipamento usado representou o que havia de mais avançado, baseado nas experiências de outros países, muitos dos quais gastam agora imenso dinheiro para substituir e atualizar máquinas obsoletas. O funcionamento do Multibanco teve início em Setembro de 1985, com a instalação de apenas 12 terminais nas duas principais cidades do país (Lisboa e Porto). O sucesso deste serviço foi enorme, existindo hoje milhares dessas caixas por todo o país (mais de 13.000 terminais — a maior densidade de caixas automáticas por habitante em toda a Europa).
Segundo um estudo britânico, o Multibanco seria o mais funcional de toda a Europa (com 60 funcionalidades), permitindo fazer operações que outros sistemas europeus não conseguem (por exemplo, o da Noruega não permite mais do que levantar dinheiro, saber os saldos e carregar o telemóvel/celular).

O número de caixas Multibanco mais do que triplicou em Portugal na última década, revela um estudo da Marktest.
Desde 1995, triplicou também o valor mensal médio de levantamentos per capita, revelam os dados fornecidos pela SIBS e incluídos na pesquisa «Os Concelhos Portugueses – 1995/2005».
Em Portugal, os multibancos têm tido muito sucesso, o que levou ao aparecimento de novos serviços não bancários, como a venda de bilhetes ou o pagamento de serviços (água, eletricidade, gás, telefone, Internet, carregamento de telemóvel/celular, Via Verde etc.)
Neste momento a Rede Multibanco é uma das mais sofisticadas redes interbancárias do mundo.

 

Zebinix

O acetato de eslicarbazepina é um fármaco utilizado como antiepilético.
Este fármaco foi desenvolvido pela BIAL - Portela & Ca, SA, sendo o primeiro fármaco de raiz e patente portuguesa. Seu desenvolvimento teve um custo aproximado de 300 mihões de euros e demorou 14 anos para ser estudado até ser comercializado. Em Portugal começou a ser comercializado em abril de 2010.





Eslicarbazepine acetate structure.svg


NOME DO  MEDICAMENTO PAÍSES ONDE É COMERCIALIZADO
Zebinix Alemanha Austrália Dinamarca Portugal Reino Unido Espanha
STEDESA  Canadá Estados Unidos
Exalief